Toca SP

Subsede regional de São Paulo do Conselho Branco

>11 anos de Conselho Branco

8 de setembro de 2011 by Shirley Edhel

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Almarë, associados do Conselho Branco em todo o país!!
Em 7 de setembro nossa Sociedade está completando 11 anos de existência, período em que inúmeras atividades foram desenvolvidas pelo CB e Tocas em torno da obra de J. R. R. Tolkien, o nosso querido Professor.
Algumas Tocas foram criadas já em 2000, mas entre 2000 e 2002 foram criadas as Tocas Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Bauru, Campinas, Ceará, Distrito Federal, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.
Muitos projetos foram criados nesses anos, fazendo o nosso cotidiano mais divertido e profundo. Muitas das nossas Tocas permanecem ativas, realizando inclusive encontros presenciais, e em outras surgem novos associados interessados na sua revitalização.
Para comemorar nosso aniversário e apontar para o nosso futuro, trago novamente a contribuição que um dos nossos associados fundadores (nossos Primogênitos) nos fez, rememorando nossa história, para que esta sirva de referência para nossas reflexões e propostas.
Parabéns a todos nós!!
A Perspectiva Histórica – quem somos
Por Thomaz “Azog” Brasil (Toca Rio de Janeiro)
Presidente do Conselho Branco na Gestão 2004/05
“Quando o CB foi fundado, havia 3 comunidades online de peso sobre Tolkien no Brasil: Na Toca do Hobbit (de onde vêm grande parte dos membros originais do CB), Calaquendi (do Bettega “Deriel”) e Pelennor (do Reinaldo “Cisne”). Foi no Na Toca que se pensou em criar o CB, praticamente no mesmo momento em que o Bettega e o Reinaldo juntavam suas comunidades para criar o Valinor. Também foi nessa época que surgiu a STB.
O Na Toca tinha um perfil de comunidade mesmo, com encontros e brincadeiras, mas por diversos motivos a comunidade acabou. O Valinor surgiu agregando o perfil descontraído do fórum com notícias e um pouco de conteúdo. Sob a tutela do Bettega, que conseguiu montar uma equipe de interessados, a comunidade prosperou. A STB nem comento por que nunca funcionou e era uma tentativa comercial de lucrar nas costas do Tolkien e nunca promoveu ou fez nada.
O CB se propunha a ser diferente das comunidades originais e mesmo das que surgiram concomitantemente (como Dúvendor, por exemplo). A proposta era reunir e produzir conteúdo, pois era uma Sociedade de Estudos baseada no modelo da Tolkien Society inglesa.
Desde o começo se falava na oficialização da entidade como Sociedade sem fins lucrativos, com pessoa jurídica constituída. Isso por que sabíamos que para fazer projetos sociais, que eram a função de ser uma entidade cultural, isso seria necessário. Parceiras, eventos, projetos de leitura, concursos, etc. Tudo seria mais fácil como uma pessoa jurídica.
Por aí já se vê como o CB era diferente das outras comunidades. O CB pensava pra fora do Universo Tolkieniano enquanto as outras comunidades pensavam apenas nos fãs.
Foi pensando nisso que o CB criou seus projetos, site, o Anto Saurono (nosso periódico) e o Anuário. Pensando que não só o fã busca informação, mas toda a sociedade pode ganhar com incentivo à leitura e literatura e ações de cunho fortemente social.
Vale lembrar que a primeira DN do CB era composta por Bettega, Cisne e Elros (e eu também!). E as primeiras Tocas tinham nas suas Diretorias Regionais figuras como o Daniel de Boni (Dúvendor) e o Cevado (Pônei). Ou seja, praticamente todas as comunidades Tolkien do país estavam na direção do CB, para que o CB se tornasse algo diferente daquelas mesmas comunidades.
Mas essa visão não conseguiu ser transmitida aos membros, muitos achavam que o CB devia ser como as outras comunidades. Isso ficou sempre muito patente nas discussões sobre ter um fórum ou não, site aberto ou não, taxa ou pacotes de associação. E piorou muito com o súbito inchaço gerado pelos filmes. Em momento algum achamos que chegaríamos a 5 mil associados ainda no primeiro filme!
Ao longo do tempo, aquelas pessoas que ajudaram a fundar o CB saíram do comando. Nada mais natural, há que se ter renovação. Mas não se conseguiu gerar continuidade.  Bettega e Cisne tinham sua própria comunidade, que precisava de cuidados, pois rapidamente se desenvolvia. O mesmo com Duvendor. Outras pessoas se cansaram, pois o CB cresceu demais e não se conseguia executar nada. O número de pessoas interessadas em manter o CB funcionando, na verdade, diminuiu. E os que ficaram estava espalhados por um país continental. A estrutura de Tocas ficou a deriva, com cada Toca meio que cuidando do próprio umbigo ou simplesmente se tornando inativa. Das 14 Tocas e Núcleos, apenas 3 ou 4 permaneceram.
Além disso, vários dos benefícios dos associados pagantes ficaram comprometidos com uma Logística fraca e falta de recursos. Os Anto Saurono e o Anuário impressos foram substituídos por versões digitais. As camisetas pararam de ser feitas para o pacote de associação. Aboliu-se a carteira de associado. Isso fez com que os associados pagantes se retirassem ou migrassem para planos gratuitos. Não havia mais vantagens.
Em 2005, na Inglaterra, durante o evento Tolkien 2005 em que Shelob, Enigma (Toca São Paulo), Nis e eu (Toca Rio de Janeiro) participamos, pudemos notar uma diferença enorme entre o que pretendíamos que o CB fosse e o que eram as Sociedades Tolkien ao redor do mundo, principalmente a inglesa e os grupos americanos.
Lá fora, as comunidades são infinitamente menores que o CB, assim como a maioria dos países é muito menor que o Brasil. Nos Estados Unidos não há uma sociedade verdadeiramente nacional, ficando todas restritas a uma determinada área geográfica. Na Inglaterra, a própria TS existe praticamente online: tem talvez 2 mil associados e promove 2 pequenos eventos por ano: um jantar/conferência para até 60 ou 80 pessoas em Oxford em junho e um baile a fantasias no fim do ano.
Quando nós comentamos que tínhamos mais de 8 mil associados e tínhamos até campanha de doação de sangue os caras surtaram! O comentário geral era que o CB tinha mais membros que TODAS AS OUTRAS JUNTAS!
Há também uma outra diferença gritante. Em nenhum outro lugar, as entidades têm Tocas. A TS tem Smials, mas estes são afiliados e não são a TS propriamente dita. Nesse ponto, é como se as TS fossem federações, como o que se tentou fazer com as entidades no Brasil, sob a FTB. Claro que a questão geográfica tem influência nisso e não se poderia esperar que o Reino Unido, que é 25 vezes menor que o Brasil adote uma postura de filiais em cada esquina.”
Neste ponto eu retomo, conclamando todos os associados a repensar nossa Sociedade, para que ela venha a ser novamente uma entidade forte e organizada.
Em 13 de novembro deste ano acontecerá a VI HobbitCon, em São Paulo, que está sendo organizada pelo CB e Toca São Paulo.
Nesse mesmo feriado prolongado acontecerá a Assembléia Geral do CB, que discutirá mudanças de estatuto e perspectivas para 2012 e 2013, próxima gestão de uma nova diretoria nacional.
Vamos discutir o que queremos ser e fazer, nas nossas listas de discussão!!
Marisa “Ambaristyar” Frischenbruder
Pela Diretoria Nacional do Conselho Branco Sociedade Tolkien
Gestão 2010/11
Lembrando que todo o trabalho desenvolvido pela entidade é gratuito e não-remunerado.
Visite http://twitter.com/conselhobranco.
Ou entre em contato pelo e-mail [email protected]
Ou ainda pelo e-mail [email protected]

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