Resenha – O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

A resenha a seguir foi feita pelo Diretor Jurídico do Conselho Branco e Fundador do Conselho Branco, Franz Brehme, que participou da cabine de imprensa realizada dia 3 de dezembro de 2014, no Cinépolis do JK Iguatemi.

O Hobbit A batalha dos 5 exércitos é uma obra da sétima arte baseada na excelentíssima obra do professor J.R.R. Tolkien, o Hobbit, escrita em 1938 e alterada uma vez pelo próprio, após o lançamento de sua continuação, O Senhor dos Anéis. Trata-se de uma obra ambientada no universo fantástico criado pelo autor, em especial, a Terra-média.

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No primeiro semestre deste ano fui gentilmente convidado pelo Clóvis Furlaneto e pela Angela Debellis para participar de um evento sobre Tolkien na Gibiteca de Santo André, no qual tive a honra de conduzir uma palestra e uma mesa redonda. O evento foi muito bom e ganhei muitos novos amigos depois dessa data.

Semana passada, a Angela novamente me fez um convite, desta vez para a cabine de imprensa de O Hobbit, A Batalha dos Cinco Exércitos. Fiquei muito feliz com o convite, pois ela sabe como o filme é especial para mim, como fã e estudioso da obra do Professor.

Vamos ao filme e, queira ou não, esta será uma resenha carregada das minhas impressões pessoais. Nesta minha interpretação divido o filme em cinco partes.

Com relação à estrutura narrativa, o filme começa no mesmo ponto onde a Desolação de Smaug termina, sem um prólogo. Ou seja: o primeiro conflito a ser resolvido é o ataque de Smaug à Cidade do Lago. A ruina de Esgaroth é angustiante, mas a forma como o Dragão é derrotado talvez tenha sido um pouco forçada…

Um comentário sobre esta primeira parte: o Dragão passa de “antagonista principal”, em A Desolação de Smaug, para acessório narrativo para compor melhor os personagens de Esgaroth, em especial Bard.

A segunda parte filme, relativamente contínua ao ataque de Smaug, refere-se à libertação de Gandalf em Dol Guldur. Galadriel, Saruman, Elrond e até Radagast atuam de forma coordenada e complementar para resgatar o Cinzento.  Esta parte talvez seja uma transição da primeira para a terceira, vez que esta última surge com a consequência da queda do dragão e a destruição de Esgaroth: como os personagens de cada núcleo (Erebor, Cidade do Lago, Floresta das Trevas e Dol Guldur) encaram a queda do Dragão.

Mas ainda sobre a questão de Dol Guldur, vemos os Nove em ação, com Sauron, contra o Conselho Branco e… que espetacular esta sequência! Vemos Galadriel e seu anel em ação, junto com um frasco brilhante que já vimos em O Senhor dos Anéis. Eis aqui o primeiro gancho direto para o Senhor dos Anéis. Nenhuma menção expressa ao cajado do Radagast passar para o Gandalf, mas é o que acontece efetivamente. Mas justamente por ser uma “sequência de transição”, também é curta.

Na terceira parte, vemos Thorin sucumbindo à doença do Dragão, a relação dele e Bilbo se aprofundando, bem como de Thorin com os demais integrantes da Companhia. Além disso, vemos como o povo da Cidade do Lago se une por um bem comum e se refugia em Valle, e como Thranduil age por motivos pessoais, não se importante muito com o resto do mundo. Legolas e Tauriel vão investigar os orcs que atacaram a Cidade do Lago, Azog e Bolg coordenam suas tropas. Bilbo faz o que tem que fazer com o Coração da Montanha e Thorin cai nas sombras de forma triste e revoltante.

A quarta parte é a batalha dos cinco exércitos propriamente dita. E que batalha! Realmente Peter Jackson sabe conduzir um evento grandioso e complexo como este como poucos e de forma épica. A tentativa de Bard evitar a Guerra, Gandalf tentando explicar que o perigo é muito maior, Thorin cada vez mais ganancioso. Mas a chegada dos anões e dos orcs de Moria muda tudo!

Os anões são maravilhosamente caracterizados. Suas armas e armaduras e toda sua estrutura bélica são lindamente tratados. Mas o aparato de guerra dos Orcs é ainda mais impressionante.

Azog lidera o bando, dividindo os exércitos em várias frentes de batalha. Até que Bolg chega do Norte com uma outra hoste negra. As águias salvam o dia, junto com a saída espetacular dos anões da Cia de Erebor. Nesta última parte, Radagast e Beorn dão as caras. Pena que por pouquíssimo tempo. Os conflitos se resolvem. Thorin vs Azog; Tauriel/Legolas vs Bolg. A despedida de Thorin e Bilbo é diferente do livro, mas não menos emocionante. Diria mais: diria que é melhor trabalhada e de acordo com um campo de batalha.eagles-attack

O fim está próximo e a última parte é a volta de Bilbo para o Condado, com o coração partido, mas mudado como Gandalf prometeu. Sim, o leilão existe, mas a transição de volta para o Senhor dos Anéis: a Sociedade do Anel, é perfeita, com um reencontro de velhos amigos.

Está tudo lá e a essência da obra é retratada na adaptação. Nem mesmo os malabarismos élficos e um polêmico beijo tiram o brilho do filme, que é lindo e emocionante.

Sei que se trata de uma única história contada em três filmes, mas se muitos consideram o Retorno do Rei o melhor dos três filmes do das, este é sem dúvida, o melhor e mais lindo dos três. Não me envergonho: chorei do começo ao fim.

E, no fim, temos tudo aquilo que o professor nos ensina como valores: a Queda dos Grandes e a ascensão dos pequenos, a amizade, o amor, a família e o respeito pelos outros seres vivos como grandes lições.

A amizade que me levou à gibiteca de Santo André, no começo do ano, e que me levou ao cinema ontem, foi o que mais me emocionou ao cabo da história narrada no filme.

A música cantada por Billy Boyd coroa tudo com ainda mais lágrimas e créditos ao estilo de O Retorno do Rei,

https://www.youtube.com/watch?v=q8ir8rVl2Z4

>Tolkien Toast: O Professor

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Almarë, associados do Conselho Branco em todo o país!!

No próximo dia 3 de janeiro, há 120 anos (1892), nascia Tolkien em Bloemfontein, na Africa do Sul.

Para celebrar esse evento, neste dia os fãs de Tolkien ao redor do mundo são convidados a levantar seus copos e brindar ao aniversário deste nosso tão amado autor.

O brinde é “Ao Professor”.

Para os não familiarizados com o cerimonial britânico para brindes:

Para fazer o brinde de aniversário, levante-se, erga um copo com sua escolha de bebida (não necessariamente alcoólica), e diga as palavras “Ao Professor” antes de dar um gole (ou virar, se isso é mais apropriado com sua bebida). Sente-se e aproveite o resto da bebida.

Algumas Tocas farão encontros para o brinde, realizando leitura de trechos da obra do Professor, mas se você não se encontrar com nenhum outro Tolkiendili, pode fazer o brinde sozinho. Escolha sua bebida favorita e faça esse ritual. Também tem sido convencionado que o brinde deve ser feito às 21 horas, hora local.

Mas seja em grupo (com milk-shake ou outras bebidas) ou em casa, a sós, o Conselho Branco gostaria que todos os associados que fizerem seus brindes fotografem o momento e enviem suas fotos, para que possamos montar um portfólio de nossa homenagem a Tolkien e, se possível, enviar para a Tolkien Society da Inglaterra, com desejos de que seja exposto durante o evento Tolkien 2012.

As fotos podem ser enviadas para Shirley “Edhelcalen”, da Toca São Paulo, e-mail edhelcalen@yahoo.com.br

Feliz 2012 para todos, com muitas leituras da obra de Tolkien e atividades emocionantes e divertidas!!

Saudações,
Marisa “Ambaristyar” Frischenbruder
Pela Diretoria Nacional do Conselho Branco Sociedade Tolkien
Gestão 2010/11

Entre em contato pelo e-mail conselhobranco@gmail.com
Ou ainda pelo e-mail marisafr@uol.com.br
Visite http://twitter.com/conselhobranco.

>25 de Março é o "Tolkien Reading Day"

>Segundo o site da Tolkien Society…

O “Tolkien Reading Day” foi criado para incentivar as pessoas a se reunir e explorar algumas das histórias de Tolkien na escola, universidade, em grupos de leitura ou com a família O tema para 2011 é “Árvores de Tolkien”. Este tema, “Árvores de Tolkien”, está aliado aoo “Ano Internacional das Florestas” e encoraja as famílias e grupos de leitura a explorar os confins escuros de muitas florestas de Tolkien, bem como focar em árvores individuais. Os leitores podem aventurar-se na Floresta das Trevas em O Hobbit e O Senhor dos Anéis , na Floresta Velha, nas fronteiras do Condado, e na Floresta Dourada de Lothlórien, ou encontrar os Ents de Fangorn. Ou por que não ler e discutir sobre a importância das árvores e seus significados na Leaf by Niggle , ou as “Duas Árvores” amadas pelos elfos em O Silmarillion , onde existem grandes florestas e matas para descobrir mais. Se o tempo de leitura é curto, então a malícia do Velho Salgueiro-Homem, ou o simbolismo da Árvore Branca de Gondor oferecem muito para pensar e discutir.

>Onde era a Terra-Média [tradução de texto]

>[o texto a seguir foi retirado do site: , e gentilmente traduzido pela enTocada Fimbrethil

ao repassar, não se esqueça dos créditos]
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Onde era da Terra-Média

Terra Média, a mitologia inventada por J.R.R. Tolkien centrada numa história épica da luta entre o Bem e o Mal, mas também incluem um pano de fundo elaborado: um complexo de línguas, genealogias, culturas e povos – e um mapa.

Criado por Tolkiena na década de 1930, o mapa mostra as ‘Terras Mortais’ da Terra Média, que de acordo com o próprio Tolkien é parte da nossa própria Terra, mas numa era mítica prévia. Na ´rpoca dos eventos descritos em ‘O Hobit’ e ‘O Senhor dos Anéis’, a Terra Média está chegando ao fim da sua Terceira Era, cerca de 6.000 anos atrás.

Tolkien não criou a Terra Média do nada: mitos germânicos antigos dividem o universo em nove mundos, habitados por elfos, anões, gigantes, etc. O mundo dos homens é o do meio, chmado Midgard, Middenheim ou Middle-earth (Terra Média). Esse termo então não descreve a totalidade do mundo que Tolkien inventou. O termo correto para o mundo total é Arda – provavelmente derivado do Aelmão Erde (‘Terra’) e apenas mencionado postumamente no Silmarillion (1977); e Eä (para o Universo).

Os Hobbit são descritos como habitando ‘o nordeste do Velho Mundo, a leste do mar’, e por essa razão, é tentador associar seu lar com o de Tolkien, a Inglaterra. Ainda assim, o próprio Tolkien escreveu que ‘quanto à forma do mundo na Terceira Era, eu receio que ele tenha sido imaginado ‘dramaticamente’, mais do que geologicamente, ou paleontologicamente’. Em outro lugar, Tolkien admite que o ‘Condado’ é baseado na Inglaterra rural, e não em nenhum outro país do mundo.’

Tolkien ao menos compara o ‘Velho Mundo’ com a Europa : ‘a ação da história acontece no nordeste da Terra Média’, equivalente em latitude com as terras costeiras da Europa e as margens norte do Mediterrâneo(…) se Hobbiton e Valfenda forem considerados (como pretendido) na lattude aproximada de Oxford, então Minas Tirith, 600 milhas ao sul, está aproximadamente na latitude de Florença. A foz do anduin e a antiga cidade de Pelargir estão aproximadamente na latitude da antiga cidade de Tróia.’

Mas, como Tolkien declara no prólogo de ‘O Senhor dos Anéis’, seria infrutífero procurar correspondências geográficas, pois ‘Aqueles dias, a Terceira Era da Terra Média, se passaram há muito, e a forma de todas as terras mudaram…’ E ainda assim, foi exatamente isso que Peter Bird, professor de Geofísica e Geologia na UCLA tentou fazer. Ele sobrepôs o mapa da Terra Média com um da Europa, o que levou às seguintes localidades:

Condado é o sudeste da Inglaterra, que um pouco ao norte também abriga a Floresta Velha (Yorkshire?), as colinas dos túmulos (norte da Inglaterra), a cidade de Bri (em ou perto de Newcastle-upon-Tyne) e Amon Sul, o topo dos ventos (as Highlands escocesas).

Os Portos Cinzentos são a Irlanda.

Eriador corresponde à Bretanha.

O abismo de Helm está perto da fronteira Franco-Suíça, perto da cidade da Basiléia.

A cadeia de montanhas das Ered Nimrais corresponde aos Alpes.

Gondor corresponde às planícies Italianas do Norte, estendidas até o mar Adriático não submerso.

Mordor está situada na Transilvânia, com o Monte da Perdição na Romênia (provavelmente). Minas Morgul na Hungria (aproximadamente) e Minas Tirith na Áustria (mais ou menos).

Rohan está no Sul da Alemanha, com Edoras aos pés dos Alpes bávaros. Também na Alemanha, mas ao norte, perto da atual Hamburgo, está Isengard. Aí perto a floresta de Fangorn.

Ao norte está a Floresta das Trevas, mais ao leste estão Rhovanion e os ermos do Rhûn, perto dos Urais.

O mar de Rhûn corresponde ao Mar Negro.

Khand é a Turquia.

Haradwaith é a parte leste do Norte da África, Umbar corresponde ao Maghreb, a parte oeste do norte da África.

A baía de Belfalas corresponde à parte ocidental do Mediterrâneo.

>Hoje, na Terra-Média

>23 de Janeiro de 3019 da Terceira Era



Gandalf persegue o Balrog até o pico de Zirag-zigil (S.D.A – Apêndices, página 1156, Livro único – MF – 2001)

Texto Resumo:


Enquanto a comitiva está em Lórien, Gandalf está agarrado ao Balrog para que não seja deixado nas profundezas do mundo, neste dia eles alcançam o Pináculo do Pico de Prata – Ziragzigil. (Maiores Detalhes: S.D.A – As Duas Torres – O Cavaleiro Branco – páginas 523 à 525 – Livro ùnico – MF – 2001).




obs.: o texto foi originalmente criado e postado na lista O Condado pela Argonath

>Tolkien: 3º lugar dentre as personalidades mortas mais lucrativas

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A matéria (do Terra) é de outubro, mas quase passou despercebida. Trata-se das “personalidades masculinas mortas mais lucrativas”.

Os 1º e 2º lugares pertencem a Michael Jackson e Elvis Presley, respectivamente.
Em 3º lugar está…. J.R.R.Tolkien.
Segundo a matéria: “3º colocado, o britânico JR Tolkien (1892-1973) escreveu a saga ‘Senhor dos Aneis’, que teve continuação com ‘The Hobbit’ – livro que está virando filme, em produção na Nova Zelândia. Somente no último ano, segundo a empresa Nielsen, o escritor vendeu 500 mil cópias de suas obras. Tem espólio avaliado em US$ 50 milhões“.
É triste saber que ele mesmo não desfrutou disso.

>Tradução: comparações entre O Senhor dos Anéis e Harry Potter

>Olá, visitantes!

Recentemente, postamos uma dica de texto que aborda uma espécie de comparação entre O Senhor dos Anéis e Harry Potter (vide a postagem: http://toca-sp.blogspot.com/2010/11/comparacoes-o-senhor-dos-aneis-e-hary.html)

O texto, disponível em http://www.film.com/features/story/similarities-between-potter-lotr-universes/42697985, está em inglês.

Considerando um texto interessante para fãs tolkienianos, nosso amigo enTocado César “Elfhelm” gentilmente traduziu e disponibilizou a tradução para nosso blog. (se forem repassar o texto, por favor, não se esqueçam de mencionar os créditos, tanto do autor quanto do tradutor).

Abaixo está a tradução. Esperamos comentários aqui, no blog, e na lista de discussão.

Ao Elfhelm nossos agradecimentos.

Boa leitura!

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AS SEMELHANÇAS ENTRE OS UNIVERSOS DE “HARRY POTTER” E “O SENHOR DOS ANÉIS”
Mergulhamos fundo nos detalhes mais “nerds” e insignificantes. De verdade.

Por Elisabeth Rappe

As histórias de fantasia, em sua grande maioria, surgem de um mesmo “banco de dados” mitológico. De fato, se você estiver pesquisando sobre aspectos esotéricos ou buscando sabedoria nessas narrativas, saiba que toda história – em especial as do gênero “espada e feitiçaria”- apresenta o mesmo arquétipo da “jornada do herói” proposto por Joseph Campbell. Toda história fantástica – Rei Artur, O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Nárnia, Willow, Peter Pan, Conan, o Bárbaro – constrói seu mundo próprio a partir dos mesmos objetos. Temos magos, dragões, unicórnios, gnomos e elfos surgindo inesperadamente em batalhas e lutas, saindo de textos e tapeçarias medievais, para invadir nossas modernas telas de cinema 3D.
Muitos escritores, como o genial J.R.R.Tolkien, dedicaram-se, a seu modo, aos estudos de Língua e Literatura e se utilizaram dessas fontes para criarem seus mundos. A Terra-média nada mais é do que uma encantadora salada mitológica de países como Finlândia, Noruega e outros de cultura anglo-saxã, apesar de que, a maioria de seus habitantes tenha “nascido” no verso de uma prova. Um dia, Tolkien rabiscou “Numa toca no chão vivia um hobbit”. Decidido a descobrir o que era um “hobbit”, surgia, naquele momento, uma saga inteira.
Harry Potter nasceu de forma semelhante durante uma viagem de trem. J.K.Rowling olhou pela janela e imaginou um menino solitário lançado em um novo mundo. Rowling criou uma mitologia quase tão complexa quanto à de Tolkien. (uma olhada no verbete sobre Harry Potter na Wikipedia mostra genealogias de famílias, doenças e batalhas sequer discutidas ou apresentadas ao longo dos sete livros). Mas a “mãe” do bruxinho foi muito cuidadosa na invenção de seus mundos, e seus magos foram “emprestados” das lendas arturianas, da mitologia grega, do período medieval, e principalmente, de Tolkien. Alguns a acusam de plágio (e, com certeza, aqui e ali podem haver alguns elementos de outros autores), mas Rowling o fez de um jeito que Potter se estabelece como o último representante dentro de uma tradição que inclui Merlin e Gandalf. É mais uma grande mitologia do que uma história isolada e independente.
Para aqueles que nunca leram Harry Potter e O Senhor dos Anéis e que, por falta de uma memória prodigiosa não conseguem guardar todos os detalhes e semelhanças, não se preocupe, eu encarei essa demanda. Desprezei coisas óbvias e lugares comuns tais como Frodo e Harry como heróis, magos com longas barbas e chapéus pontudos, batalhas com dragões e trolls. Escolhi temas específicos, objetos e cenas. Da mesma forma, você não vai encontrar aqui uma análise profunda das histórias, tampouco se surpreender com suas semelhanças. Você poderá rir de minha obsessão em polemizar, mas, convenhamos, este assunto aqui não é um bate-papo qualquer né?

1. Há muito tempo, num país chamado Inglaterra
Como qualquer fã de Tolkien dirá a você – um daqueles bem nerds – a Terra-média é o nosso planeta mesmo, mas numa forma pré-histórica. Da mesma forma, a série de J.K.Rowling é “arcaica”, pois as histórias de Harry Potter se passam na década de 90 (a batalha final de “Relíquias da Morte” ocorre em 1998). Enquanto os jovens leitores de Harry o veem como o menino-herói contemporâneo, o fato é que o bruxinho já tem idade suficiente para ser pai desses mesmos leitores. Você não vive se perguntando porque será que o Harry nunca fala em twitter, MSN, orkut e toda essas modernidades tecnológicas dos nossos dias?

2. Nada de bibliotecárias sexy entre magos e bruxas
Imagino que os magos se comportam como qualquer sábio em constantes conflitos. Suas mentes trabalham sem parar e eles não têm tempo a perder organizando ou compilando toda essa sabedoria para as gerações futuras. Tanto o Um Anel como as Relíquias da Morte são objetos supostamente desaparecidos (juntamente com aquela horrenda Câmara Secreta!) porém, nas mãos de uns poucos malucos de plantão, tornam-se peças que causam a maior confusão e discórdia. E são tão sinistros que muitos acreditam que sua existência não passa de lenda, vamos dizer, são as “lendas urbanas” daquela época. Isso se torna um perigo quando o desejo desses objetos pelos “senhores do Mal” (Sauron, Voldemort), é justificado através daquela velha conversa fiada de ajudar a melhorar o mundo escravizando-o.

3. No princípio, Sauron e Voldemort eram pessoas comuns
Para os leitores de O Senhor dos Anéis, Sauron é a força do Mal, imensa e sem rosto. O alcance de seu poder atravessa os séculos, ele reina sobre uma região inóspita e completamente sem vida. Mas os nerds que conhecem O Silmarillion de ponta-cabeça e de trás-pra-frente, sabem muito bem que O Inominável Senhor do Escuro não passa de mera cópia de seu comandante Morgoth. Sauron era (para usar um termo básico) um mago como Gandalf, porém corrompeu-se e foi contaminado pela maldade de Morgoth. Da mesma forma, Voldemort apareceu como um simples mago mestiço chamado Tom Riddle. Sim, várias circunstâncias levaram à criação de Voldemort – principalmente uma infância solitária – e alguns chegam a salientar a influência negativa de Salazar Sonserina (de quem o vilão é descendente) como um caminho para o “lado escuro da Força”.

4. Gandalf e Dumbledore são geniais, porém, estranhamente inúteis
Não me odeie por isso! Eu já li um monte de coisas sobre mitologia e literatura, e sei que a tarefa de todo mentor é, num certo momento, cortar o cordão umbilical e jogar seu pupilo direto no campo de batalha. Sei também que nem Gandalf nem Dumbledore tinham talento para correr riscos. Mas como um leitor que se identifica pra valer com Frodo ou Harry, você pode se questionar porque nenhum dos magos deu a seus discípulos um pouquinho mais de ajuda ou alguma instrução acerca do que deveria ser feito, enquanto podiam. Uma runa misteriosa rabiscada num livro parece totalmente inútil quando você precisa fugir desesperado dos Comensais da Morte. E uma frase do tipo “Não iremos pela passagem de Cirith Ungol”, antes da Comitiva do Anel ter deixado Valfenda, teria sido de grande ajuda para Frodo.

5. “Plim-plim” mágico
O Um Anel está carregado com o poder de Sauron, e instila uma influência maléfica a todos aqueles que o usam, manuseiam ou simplesmente ficam próximos a ele. As Horcruxes têm um efeito semelhante, como se vê em “Harry Potter e a Câmara Secreta,”quando o diário de Riddle acaba “possuindo” Gina Weasley. O medalhão de Sonserina provoca tanto mal em Harry, Ron e Hermione que os garotos precisam se revezar em turnos para usá-lo, tamanha é sua influência nefasta.

6. Aranhas. Por que sempre aranhas?
Tolkien morria de medo de aranhas. Por esse motivo é que O Hobbit e As Duas Torres mostram alguns dos aracnídeos mais nojentos e repugnantes em ação nos livros e no cinema. E é claro, elas já estavam lá, nos primórdios da Terra-média e na Floresta Proibida em Hogwarts, esperando seus incautos visitantes para, digamos, “fazer uma boquinha”. Você se lembra do nome do Rei das Aranhas? Aragogue. Fico aqui pensando se isso não seria uma corruptela de Aragorn ou talvez uma deturpação lingüística de Hagrid.

7. Um pouco de confusão no Bem/ Más notícias aqui
Sabemos que nem tudo está perdido quando nos confrontamos com o ser humano e com os hobbits. Ah, qual é, Voldemort está morto. O Um Anel? Sumiu! Pare de chorar e seja feliz. Mas então…. um olho do Mal reaparece em Mordor…a Marca Negra é vista na Inglaterra e você se dá conta de que aquele velho maluco e seu parceiro estavam certos o tempo todo.

8. Uma arma elegante para tempos civilizados
Espadas lendárias fazem parte da mitologia desde que aprendemos a lidar com o metal, e aparecem aos montes à medida que a civilização aprimora sua tecnologia de construção. Um herói como Aragorn precisou de uma quase Excalibur e Tolkien lhe entrega Andúril, a Chama do Oeste. Por outro lado, o mundo potteriano precisa de varinhas e encantamentos nas suas batalhas contra o Mal; a exceção aqui é a espada de Godrico Grifinória que pode derrotar o basilisco e as Horcruxes.

9. Demônios cobertos de horror
Um senhor do mal pode ser tão assustador quanto os seus servos, enviados por ele para te pegar. Os servos de Sauron são os nove Espectros do Anel. Seu grito, de tão terrível, pode acordar os mortos (metaforicamente) e suas espadas podem corromper sua alma, tornando-o um deles. Voldemort dispõe de algo bem parecido, os Dementadores. Silenciosos, incutem o medo e a tristeza, sugando sua alma até as últimas conseqüências.

10. Os zumbis d´água
Todos gostam de zumbis e fantasmas, então não é de se espantar que os vejamos organizados em exércitos aqui e ali em Tolkien e Rowling (o Exército dos Mortos ou os Inferi de Voldemort). Da mesma forma, Harry e Frodo deparam-se com cadáveres podres na água. Os Pântanos Mortos de Tolkien (uma influência dos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial) são etéreos e sedutores, atraindo Frodo para a água com sussurros e luzes medonhas. Voldemort usa seus Inferi em vários lugares, mas apenas os encontramos naquela úmida e fria caverna, prontos para atacar os descuidados.

11. Derrame minha Luz sobre o Mal
Frodo deve ir a Mordor sem muitos recursos, a não ser um pequeno frasco de cristal contendo água da fonte de Galadriel. Esta é sua única e mais importante “arma”, pois representa a luz de Earendil, “Que essa luz ilumine os lugares escuros por onde passar, quando todas as outras luzes se apagarem.”Ele serve muito bem a Frodo e Sam, a ponto de aliviar as dores e o cansaço provocados pelo “peso” do Um Anel. O desiluminador de Dumbledore parece mais simples se comparado ao frasco – lembra um isqueiro que “rouba” e armazena a luz – porém, em “Relíquias da Morte”, descobrimos outras funções do aparelhinho mágico: ele pode armazenar uma luz diferente, que leva Rony de volta para Hermione, depois do garoto ter ouvido o nome dela, sugerindo, assim, que o desiluminador também pode servir de consolo e alívio nas horas difíceis.

12. Se você é o que você come, então quero comer a “sua” melhor

parte…
Para um lugar (Inglaterra) universalmente (e injustamente, diga-se) ridicularizado por sua culinária, é curioso ver que tanto Harry Potter quanto O Senhor dos Anéis, apresentam as mais finas iguarias e pratos de dar água na boca. Essa “culinária fantástica”, pode-se afirmar sem sombra de dúvida, é sublime. Está lembrado dos lanches e dos “chazinhos” do Bilbo nO Hobbit? E o que dizer da inexperiente Sociedade do Anel que muito deve a Tom Bombadil e aos elfos por suas refeições maravilhosas? Até o lembas parece delicioso! A comida em Harry Potter é ainda mais fantástica. Cerveja amanteigada, tortinhas de abóbora, feijõezinhos de todos os sabores, as restauradoras refeições preparadas pelos elfos domésticos e pela Sra. Weasley, são o suficiente para – depois da leitura – levar você a atacar a geladeira.

13. Eles não fabricam mais isso
Um ponto crucial de toda mitologia é que sempre iremos encontrar alguns seres supremos e inteligentes. Em O Senhor dos Anéis, são os Elfos que detêm todo o conhecimento ao longo das eras. Tudo o que é élfico (armas e armaduras, comida, construções, arte e poesia) ou mesmo feito pelos anões é superior a qualquer coisa criada por humanos ou hobbits. Harry Potter trabalha com isso de forma parecida, mas Rowling vê a coisa sem tanto glamour assim. A Espada de Grifinória, por exemplo, um objeto nobre e valioso, foi feita por duendes.


Trad. César “Elfhelm” Patoulos (dez.2010)

>“A lenda de Sigurd e Gudrún” – indicação de resenha

>Como muitos sabem, foi publicada no Brasil outra obra de J.R.R.Tolkien: “A lenda de Sigurd e Gudrún”.

A dúvida de muitos é sobre do que se trata a obra. Para esses, e outros interessados, há uma excelente resenha no blog:
http://fogodacasa.blogspot.com/

Visitem!

>A Lenda de Sigurd e Gudrún – lançamento na Bienal

>Quem trouxe a notícia foi o super-enTocado Estel, direto do twitter.

“A Lenda de Sigurd e Gudrún” de J.R.R. Tolkien será lançada na Bienal pela Martins Fontes.

[colei alguma informações da Folha Online]

Trata-se de um poema narrativo escrito pelo autor britânico entre as décadas de 1920 e 1930, mas lançado apenas no ano passado no mercado internacional.

Nesta obra, J. R. R. Tolkien apresenta sua própria versão para uma antiga lenda nórdica, em dois poemas épicos que narram as aventuras de Sigurd, um caçador de dragões, e a vingança de sua mulher, Gudrún, contra aqueles que traíram o herói.

A obra inclui uma introdução do próprio Tolkien, retirada de uma de suas palestras sobre literatura nórdica, além de conter comentários e notas feitos por seu filho, Christopher Tolkien.

“A Lenda de Sigurd e Gudrún” é a segunda obra póstuma de Tolkien lançada recentemente.

>“A Mitologia de Tolkien”, no History Channel

>[A dica veio da Cintithildin, a lista O Condado]

Confronto dos Deuses: A Mitologia de Tolkien

[Resenha do History Channel] Este é um dos mais famosos mitos modernos. Prepare-se para entrar no fantástico mundo de J.R.R Tolkien, cheio de hobbits, orcs, magos e elfos. Examinaremos as influências mitológicas que o levaram a escrever um dos livros mais influentes do século XX: “O Senhor dos Anéis”.

Dias:
Terça-feira – 29/06 – às 20:00h
Quarta-feira – 30/06 – às 12:00h