Resenha – O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

A resenha a seguir foi feita pelo Diretor Jurídico do Conselho Branco e Fundador do Conselho Branco, Franz Brehme, que participou da cabine de imprensa realizada dia 3 de dezembro de 2014, no Cinépolis do JK Iguatemi.

O Hobbit A batalha dos 5 exércitos é uma obra da sétima arte baseada na excelentíssima obra do professor J.R.R. Tolkien, o Hobbit, escrita em 1938 e alterada uma vez pelo próprio, após o lançamento de sua continuação, O Senhor dos Anéis. Trata-se de uma obra ambientada no universo fantástico criado pelo autor, em especial, a Terra-média.

——

hobbit-battle-five-armies-banner-thranduill-banner

No primeiro semestre deste ano fui gentilmente convidado pelo Clóvis Furlaneto e pela Angela Debellis para participar de um evento sobre Tolkien na Gibiteca de Santo André, no qual tive a honra de conduzir uma palestra e uma mesa redonda. O evento foi muito bom e ganhei muitos novos amigos depois dessa data.

Semana passada, a Angela novamente me fez um convite, desta vez para a cabine de imprensa de O Hobbit, A Batalha dos Cinco Exércitos. Fiquei muito feliz com o convite, pois ela sabe como o filme é especial para mim, como fã e estudioso da obra do Professor.

Vamos ao filme e, queira ou não, esta será uma resenha carregada das minhas impressões pessoais. Nesta minha interpretação divido o filme em cinco partes.

Com relação à estrutura narrativa, o filme começa no mesmo ponto onde a Desolação de Smaug termina, sem um prólogo. Ou seja: o primeiro conflito a ser resolvido é o ataque de Smaug à Cidade do Lago. A ruina de Esgaroth é angustiante, mas a forma como o Dragão é derrotado talvez tenha sido um pouco forçada…

Um comentário sobre esta primeira parte: o Dragão passa de “antagonista principal”, em A Desolação de Smaug, para acessório narrativo para compor melhor os personagens de Esgaroth, em especial Bard.

A segunda parte filme, relativamente contínua ao ataque de Smaug, refere-se à libertação de Gandalf em Dol Guldur. Galadriel, Saruman, Elrond e até Radagast atuam de forma coordenada e complementar para resgatar o Cinzento.  Esta parte talvez seja uma transição da primeira para a terceira, vez que esta última surge com a consequência da queda do dragão e a destruição de Esgaroth: como os personagens de cada núcleo (Erebor, Cidade do Lago, Floresta das Trevas e Dol Guldur) encaram a queda do Dragão.

Mas ainda sobre a questão de Dol Guldur, vemos os Nove em ação, com Sauron, contra o Conselho Branco e… que espetacular esta sequência! Vemos Galadriel e seu anel em ação, junto com um frasco brilhante que já vimos em O Senhor dos Anéis. Eis aqui o primeiro gancho direto para o Senhor dos Anéis. Nenhuma menção expressa ao cajado do Radagast passar para o Gandalf, mas é o que acontece efetivamente. Mas justamente por ser uma “sequência de transição”, também é curta.

Na terceira parte, vemos Thorin sucumbindo à doença do Dragão, a relação dele e Bilbo se aprofundando, bem como de Thorin com os demais integrantes da Companhia. Além disso, vemos como o povo da Cidade do Lago se une por um bem comum e se refugia em Valle, e como Thranduil age por motivos pessoais, não se importante muito com o resto do mundo. Legolas e Tauriel vão investigar os orcs que atacaram a Cidade do Lago, Azog e Bolg coordenam suas tropas. Bilbo faz o que tem que fazer com o Coração da Montanha e Thorin cai nas sombras de forma triste e revoltante.

A quarta parte é a batalha dos cinco exércitos propriamente dita. E que batalha! Realmente Peter Jackson sabe conduzir um evento grandioso e complexo como este como poucos e de forma épica. A tentativa de Bard evitar a Guerra, Gandalf tentando explicar que o perigo é muito maior, Thorin cada vez mais ganancioso. Mas a chegada dos anões e dos orcs de Moria muda tudo!

Os anões são maravilhosamente caracterizados. Suas armas e armaduras e toda sua estrutura bélica são lindamente tratados. Mas o aparato de guerra dos Orcs é ainda mais impressionante.

Azog lidera o bando, dividindo os exércitos em várias frentes de batalha. Até que Bolg chega do Norte com uma outra hoste negra. As águias salvam o dia, junto com a saída espetacular dos anões da Cia de Erebor. Nesta última parte, Radagast e Beorn dão as caras. Pena que por pouquíssimo tempo. Os conflitos se resolvem. Thorin vs Azog; Tauriel/Legolas vs Bolg. A despedida de Thorin e Bilbo é diferente do livro, mas não menos emocionante. Diria mais: diria que é melhor trabalhada e de acordo com um campo de batalha.eagles-attack

O fim está próximo e a última parte é a volta de Bilbo para o Condado, com o coração partido, mas mudado como Gandalf prometeu. Sim, o leilão existe, mas a transição de volta para o Senhor dos Anéis: a Sociedade do Anel, é perfeita, com um reencontro de velhos amigos.

Está tudo lá e a essência da obra é retratada na adaptação. Nem mesmo os malabarismos élficos e um polêmico beijo tiram o brilho do filme, que é lindo e emocionante.

Sei que se trata de uma única história contada em três filmes, mas se muitos consideram o Retorno do Rei o melhor dos três filmes do das, este é sem dúvida, o melhor e mais lindo dos três. Não me envergonho: chorei do começo ao fim.

E, no fim, temos tudo aquilo que o professor nos ensina como valores: a Queda dos Grandes e a ascensão dos pequenos, a amizade, o amor, a família e o respeito pelos outros seres vivos como grandes lições.

A amizade que me levou à gibiteca de Santo André, no começo do ano, e que me levou ao cinema ontem, foi o que mais me emocionou ao cabo da história narrada no filme.

A música cantada por Billy Boyd coroa tudo com ainda mais lágrimas e créditos ao estilo de O Retorno do Rei,

https://www.youtube.com/watch?v=q8ir8rVl2Z4

Speak Your Mind

*